19/02/2014
O multifacetado Rosen Gold Crop Top da Zara (19,99€)
E pronto, Not A WonderWomen.
O exercício a que me propunha era mostrar-vos como (escolher) uma HIT-PIECE dentro dos vossos orçamentos (este crop top da nova colecção da Zara fica a um cêntimo dos 20€), e rentabilizar o parco investimento até ao limite - "ao expoente máximo da loucura", como o amor dos Ornatos Violeta -, utilizando e reutilizando essa peça-estrela em vários looks para todas as situações.
O conselho, o meu, é sempre o mesmo: that the chance.
(ou na sabedoria popular "Quem não arrisca, não petisca")
E prometo mostrar na prática, porque foi na Zara Amoreiras que eu e este crop top experimentámos o amor à primeira vista!
O exercício a que me propunha era mostrar-vos como (escolher) uma HIT-PIECE dentro dos vossos orçamentos (este crop top da nova colecção da Zara fica a um cêntimo dos 20€), e rentabilizar o parco investimento até ao limite - "ao expoente máximo da loucura", como o amor dos Ornatos Violeta -, utilizando e reutilizando essa peça-estrela em vários looks para todas as situações.
O conselho, o meu, é sempre o mesmo: that the chance.
(ou na sabedoria popular "Quem não arrisca, não petisca")
E prometo mostrar na prática, porque foi na Zara Amoreiras que eu e este crop top experimentámos o amor à primeira vista!
18/02/2014
And happiness is... (Destruir lugares comuns)
Chegada a casa depois de um dia - pode dizer-se - feliz (embora a bela constipação + ataque de sinusite que me ataca não traga felicidade a ninguém), faço o corriqueiro exercício de coscuvilhice virtual e passo os olhos na página inicial do "meu" facebook. E encontro, pela pena da minha amiga Inês Guimarães Correia, uma pessoa super positiva por vocação, um link para um artigo de um tal de Huffington Post, com o genial título This Is Scientific Proof That Happiness Is A Choice. Trocando por miúdos e roubando a tradução à Inês, a autora baseia-se na Psicologia Positiva e daí faz um elenco de "8 caminhos para assumir o controlo sobre a sua felicidade".
Eu sou conhecida por ter opiniões, por ser até um pouco achista (acho sempre alguma coisa sobre quase tudo, gosto de ginasticar as pequenas células cinzentas, como dizia o Poirot) e face à minha experiência, olhei para o dito elenco e fiquei danada. Que chorrilho de disparates. Mais disparatado que tudo é achar que há uma qualquer lista universal rumo à felicidade suprema. Não é um elenco de prioridades, nem é suposto colocar todos os passos em prática por uma dada ordem. Mas ainda que sejam caminhos indicativos, são realmente disparatados ou simples lugares comuns.
Ora vejam.
Faça simplesmente o esforço de tentar ser mais feliz
Não há como discordar, tão comum é este lugar. Quem se sente derrotado, carregado de negatividade, quem acha que não há como ver a luz ao fundo do túnel porque o túnel colapsou, está lá encurralado e não há como sair, pois dificilmente será apto a experimentar bem-estar, realização e momentos de felicidade. Quem desiste, não vai a jogo, não marca golo. É uma lei da vida, e vale para tudo.
Faça da felicidade o seu objectivo n.º 1
O MAIS REDONDO DISPARATE DE ENTRE TODOS OS DISPARATES DO MUNDO QUE JÁ É BEM DISPARATADO.
A felicidade não é uma meta, é demasiado diluída para acharmos que é um fim em si, quando é o princípio e o meio e tudo. Ser-se feliz não se alcança por fixação de objectivos: é todo um processo que conduz não à felicidade, mas à aptidão, à capacidade ao saber aproveitar a felicidade quando ela se experimenta. A única meta que vale a pena procurar é um ponto de equilíbrio nas nossas existências - aquele em que identificámos as causas dos nossos problemas (mentais e práticos), dispusemos-nos a tratá-las, aprendemos a relativizar o que nos atinge, preocupa e ocupa, abandonámos os locais onde fomos infelizes e de mente limpa e clara, sabemos para onde caminhar. É este equilíbrio que nos torna capazes de experimentar a felicidade e de estarmos bem connosco. Depois, seremos ótimos para os nossos, para os outros. Este processo, que nos dá equilíbrio (noção do bom e do mau para nós), faz de nós capazes - e na minha opinião, obrigados a - de levar bem-estar aos outros. Lembram-se do anúncio da marca de leite onde se dizia "Se eu não gostar de mim, quem gostará"? É ISSO MESMO.
Os pontos seguintes são tão disparatados, tornam-se tão vulgares quando colocados deste modo pseudo-meta-filosófico-existêncial, tão impregnados daquela maniazinha norte-americana de trazer sempre a religião debaixo do braço, que a minha veia argumentativa precisa de protestar e desmontar.
Estar atento às coisas boas que nos acontecem.Coisa que só um absoluto palerma não faz. Toda a gente está atenta ao que de bom lhe sucede; o que acontece É QUE NEM TODA A GENTE COLOCA EM PERSPECTIVA E VALORIZA DEVIDAMENTE as coisas boas que lhe acontecem.
Treinar a atenção plena através de meditaçãoSe as pessoas fizerem exercício já é uma sorte. As benesses de praticar exercício físico e colocar a cabecinha a produzir seratonina da boa (a base de todos os anti-depressivos, o químico que o nosso cérebro faz o organismo produzir e que nos faz sentir bem). Meditação é uma prática maravilhosa, mas que reclama ensinamentos e uma aprendizagem que não é nada simples.Aliás, A MEDITAÇÃO SERVE PARA DESLIGAR, E NÃO PARA TREINAR A ATENÇÃO, PLENA OU CURTA.
SorrirBOA!!! Que tal começar por aqui, que é fácil, é barato e pode dar milhões de minutos de bem-estar?! Por os músculos faciais a ginasticar e o cérebro a comandar a produção dos químicos bons. E até pode ser um sorriso fajuto, o simples ato de simular o sorriso já faz 70 por cento do efeito.
Praticar gratidãoSim, claro. Digam-me lá: uma pessoa que esteja lá no túnel colapsado, está grata a alguém por alguma coisa? Uma pessoa mergulhada numa depressão séria agradece a alguém que a ajude (quer mais é desaparecer e ser deixada sossegada no seu canto escuro)? Uma pessoa frustrada com a vida que leve, agradece o quê a quem? A gratidão flui naturalmente de dentro quando estamos equilibrados. O resto, é o "sinto-me obrigado a agradecer" - que é o significado íntegro da expressão "Obrigado/a" que usamos todos os dias e nem sabemos.
Autorizar-se a ser felizCom toda a certeza, estou autorizada. E agora? Já está, já está? Claro que não está.
O que a autora gostaria de ter dito seria algo como SEJA POSITIVO, PROCURE ACREDITAR MESMO QUE TUDO SEJA UM NEGRUME E NÃO SINTA QUALQUER PONTADA DE ESPERANÇA. Quem se entrega à vida derrotado, não espere dela sequer palmadinhas nas costas.
Praticar compaixão - é o estado emocional que dá mais felicidade ao ser humano, daí o voluntariado e o rezar pelos outros/desejar-lhes bem, ser tão importante para a nossa própria felicidade.Eu não pratico compaixão nenhuma. Eu amo as minhas pessoas, gosto de pessoas, e dou de mim. Não é por compaixão alguma: fazer alguém feliz induz em nós uma enorme sensação de partilha, conforto, realização e alegria e, logo, faz-nos sentir felizes. Mas PARTILHE SEM TER ENCONTRADO O SEU EQUILÍBRIO E A ÚNICA COISA QUE VAI ESPALHAR É O QUE O/A DESEQUILIBRA A SI. É que não há margem de erro: PARA DAR, É PRECISO TER. Senão, confundimos tudo, com egoísmo.
Não sou nem tenho a mania de ser uma Guru do bem-estar, Papisa da auto-ajuda e do auto-conhecimento. Mas isto, porque encontrei o meu equilíbrio a duras teimas e penas, posso afirmar: comecemos por sorrir ao acordar, a acompanhar um belo espreguiço. E que tal sorrir às pessoas que encontramos fugazmente todos os dias e a quem damos a nossa cara mais carrancuda? O segurança da empresa. A senhora que tira os cafés. A caixa do supermercado. Depois, tem de se acreditar, haja o que houver, que vai passar, que vamos conseguir, que é possível. A fé religiosa ajuda muito, mas se não a tem seja mesmo é positivo. E depois faça um Closet Cleanning dos ficheiros mentais que guarda no armário que é a nossa cabecinha. Se não sabe fazer, peça ajuda. Olhem para mim, anos de psicoterapia, yoga, meditação, reiki, medicina quântica. Ajudou, garanto.
É que, meu amigos, ou tivemos uns pais muito equilibrados e resolvidos, ou não crescemos equipados com as ferramentas necessárias para nos sentirmos felizes. Mas lojas de ferramentas é o que para aí não falta.
Só mais uma coisinha: ninguém É feliz. O verbo é outro, não é SER. É SENTIR. A felicidade sente-se.
Eu sou conhecida por ter opiniões, por ser até um pouco achista (acho sempre alguma coisa sobre quase tudo, gosto de ginasticar as pequenas células cinzentas, como dizia o Poirot) e face à minha experiência, olhei para o dito elenco e fiquei danada. Que chorrilho de disparates. Mais disparatado que tudo é achar que há uma qualquer lista universal rumo à felicidade suprema. Não é um elenco de prioridades, nem é suposto colocar todos os passos em prática por uma dada ordem. Mas ainda que sejam caminhos indicativos, são realmente disparatados ou simples lugares comuns.
Ora vejam.
Faça simplesmente o esforço de tentar ser mais feliz
Não há como discordar, tão comum é este lugar. Quem se sente derrotado, carregado de negatividade, quem acha que não há como ver a luz ao fundo do túnel porque o túnel colapsou, está lá encurralado e não há como sair, pois dificilmente será apto a experimentar bem-estar, realização e momentos de felicidade. Quem desiste, não vai a jogo, não marca golo. É uma lei da vida, e vale para tudo.
Faça da felicidade o seu objectivo n.º 1
O MAIS REDONDO DISPARATE DE ENTRE TODOS OS DISPARATES DO MUNDO QUE JÁ É BEM DISPARATADO.
A felicidade não é uma meta, é demasiado diluída para acharmos que é um fim em si, quando é o princípio e o meio e tudo. Ser-se feliz não se alcança por fixação de objectivos: é todo um processo que conduz não à felicidade, mas à aptidão, à capacidade ao saber aproveitar a felicidade quando ela se experimenta. A única meta que vale a pena procurar é um ponto de equilíbrio nas nossas existências - aquele em que identificámos as causas dos nossos problemas (mentais e práticos), dispusemos-nos a tratá-las, aprendemos a relativizar o que nos atinge, preocupa e ocupa, abandonámos os locais onde fomos infelizes e de mente limpa e clara, sabemos para onde caminhar. É este equilíbrio que nos torna capazes de experimentar a felicidade e de estarmos bem connosco. Depois, seremos ótimos para os nossos, para os outros. Este processo, que nos dá equilíbrio (noção do bom e do mau para nós), faz de nós capazes - e na minha opinião, obrigados a - de levar bem-estar aos outros. Lembram-se do anúncio da marca de leite onde se dizia "Se eu não gostar de mim, quem gostará"? É ISSO MESMO.
Os pontos seguintes são tão disparatados, tornam-se tão vulgares quando colocados deste modo pseudo-meta-filosófico-existêncial, tão impregnados daquela maniazinha norte-americana de trazer sempre a religião debaixo do braço, que a minha veia argumentativa precisa de protestar e desmontar.
Estar atento às coisas boas que nos acontecem.Coisa que só um absoluto palerma não faz. Toda a gente está atenta ao que de bom lhe sucede; o que acontece É QUE NEM TODA A GENTE COLOCA EM PERSPECTIVA E VALORIZA DEVIDAMENTE as coisas boas que lhe acontecem.
Treinar a atenção plena através de meditaçãoSe as pessoas fizerem exercício já é uma sorte. As benesses de praticar exercício físico e colocar a cabecinha a produzir seratonina da boa (a base de todos os anti-depressivos, o químico que o nosso cérebro faz o organismo produzir e que nos faz sentir bem). Meditação é uma prática maravilhosa, mas que reclama ensinamentos e uma aprendizagem que não é nada simples.Aliás, A MEDITAÇÃO SERVE PARA DESLIGAR, E NÃO PARA TREINAR A ATENÇÃO, PLENA OU CURTA.
SorrirBOA!!! Que tal começar por aqui, que é fácil, é barato e pode dar milhões de minutos de bem-estar?! Por os músculos faciais a ginasticar e o cérebro a comandar a produção dos químicos bons. E até pode ser um sorriso fajuto, o simples ato de simular o sorriso já faz 70 por cento do efeito.
Praticar gratidãoSim, claro. Digam-me lá: uma pessoa que esteja lá no túnel colapsado, está grata a alguém por alguma coisa? Uma pessoa mergulhada numa depressão séria agradece a alguém que a ajude (quer mais é desaparecer e ser deixada sossegada no seu canto escuro)? Uma pessoa frustrada com a vida que leve, agradece o quê a quem? A gratidão flui naturalmente de dentro quando estamos equilibrados. O resto, é o "sinto-me obrigado a agradecer" - que é o significado íntegro da expressão "Obrigado/a" que usamos todos os dias e nem sabemos.
Autorizar-se a ser felizCom toda a certeza, estou autorizada. E agora? Já está, já está? Claro que não está.
O que a autora gostaria de ter dito seria algo como SEJA POSITIVO, PROCURE ACREDITAR MESMO QUE TUDO SEJA UM NEGRUME E NÃO SINTA QUALQUER PONTADA DE ESPERANÇA. Quem se entrega à vida derrotado, não espere dela sequer palmadinhas nas costas.
Praticar compaixão - é o estado emocional que dá mais felicidade ao ser humano, daí o voluntariado e o rezar pelos outros/desejar-lhes bem, ser tão importante para a nossa própria felicidade.Eu não pratico compaixão nenhuma. Eu amo as minhas pessoas, gosto de pessoas, e dou de mim. Não é por compaixão alguma: fazer alguém feliz induz em nós uma enorme sensação de partilha, conforto, realização e alegria e, logo, faz-nos sentir felizes. Mas PARTILHE SEM TER ENCONTRADO O SEU EQUILÍBRIO E A ÚNICA COISA QUE VAI ESPALHAR É O QUE O/A DESEQUILIBRA A SI. É que não há margem de erro: PARA DAR, É PRECISO TER. Senão, confundimos tudo, com egoísmo.
Não sou nem tenho a mania de ser uma Guru do bem-estar, Papisa da auto-ajuda e do auto-conhecimento. Mas isto, porque encontrei o meu equilíbrio a duras teimas e penas, posso afirmar: comecemos por sorrir ao acordar, a acompanhar um belo espreguiço. E que tal sorrir às pessoas que encontramos fugazmente todos os dias e a quem damos a nossa cara mais carrancuda? O segurança da empresa. A senhora que tira os cafés. A caixa do supermercado. Depois, tem de se acreditar, haja o que houver, que vai passar, que vamos conseguir, que é possível. A fé religiosa ajuda muito, mas se não a tem seja mesmo é positivo. E depois faça um Closet Cleanning dos ficheiros mentais que guarda no armário que é a nossa cabecinha. Se não sabe fazer, peça ajuda. Olhem para mim, anos de psicoterapia, yoga, meditação, reiki, medicina quântica. Ajudou, garanto.
É que, meu amigos, ou tivemos uns pais muito equilibrados e resolvidos, ou não crescemos equipados com as ferramentas necessárias para nos sentirmos felizes. Mas lojas de ferramentas é o que para aí não falta.
Só mais uma coisinha: ninguém É feliz. O verbo é outro, não é SER. É SENTIR. A felicidade sente-se.
Gossip saudável: O Conceito "Not A WonderWoman"
Cliquem aqui em cima, onde se lê "O Conceito".
E sabem o que é, e quem é, a/ uma "Not A WonderWoman".
E a seguir, digam de vossa justiça e contactem-me: WonderWoman Power!
E sabem o que é, e quem é, a/ uma "Not A WonderWoman".
E a seguir, digam de vossa justiça e contactem-me: WonderWoman Power!
17/02/2014
Blond me UP, Day 1
Não "cansei de ser sexy", mas cansei de ser morena avermelhada.
É lugar comum dizer que quando as mulheres não estão bem, mudam o cabelo. É assim uma verdade não de la palisse, mas de revista feminina: desgosto de amor, frustração epidérmica ou profunda, marco na vida. É este tipo de eventos que dita a coloração capilar feminina. Tanto que eu gosto de desconstruir mitos urbanos...
Não tenho o coração partido - está inteiraço -, fugi às frustrações da derme e não pretendo significar nada com estes dias que passam senão sentir-me bem. O cabelo emoldura-nos o rosto. Muda-se qualquer coisa na moldura, ilumina-se de modo distinto o retrato. É tão somente isto.
Eu sou de assumir riscos. Ou, no dizer de outros, "brava, aventureira e corajosa". Ora, não há nada de corajoso em mudar o tom de cabelo, nos dias que correm: não gostamos, em minutos mudamos tudo outra vez. O risco é de um cálculo extremo. Mas tenho sangue de camaleão na guelra. Quem me conhece sabe que pode esperar uma moldura diferente, any given moment.
O risco é saudável. A mudança é o nosso mote existêncial.
Os antigos dizem que "quem não arrisca, não petisca".
Eu digo que "quem não arrisca, não reflete o seu interior exteriormente". E o que é por fora molda-se, o que está cá dentro é tendencialmente muito melhor.
Lugar comum, também, a inner-search. Mas também os há, aos lugares comuns, de uma cruel nudez e verdade.
QUEM É QUE QUER MUDAR, SÓ NÃO SABE COMO OU PRECISA DE UMA REDE DE TRAPÉZIO PARA DIMINUIR O RISCO?
É só dizer, cabem na minha agenda.
Uma loura estreante ao fugaz sol no Guincho (e a espuma química dos dias)
Loura? Onde? Ah... pois... eu... (os olhos demoram a habituar-se, não julguem)
[Créditos: Afonso Azevedo Neves]
16/02/2014
MUDEI DE VIDA (ou ai meu Deus, que ela usa palavras que não se pronunciam...)
É uma constante a revisitação do tema pelas newsmagazines da praça. Mudar para o campo, mudar de emprego, mudar os miúdos de escola, mudar hábitos. Tão constante como a picada na nuca que nos impede de ignorar que o verbo "mudar" é SEMPRE aquele que nos move.
Nos últimos cinco anos a picada na minha nuca foi sempre constante. Às vezes muito, muito intensa. Por vezes apaziguada pela régua e esquadro da rotina quotidiana. Mas sempre presente. E muitas vezes açaimada.
Em 2012, decidi procurar-me de forma mais intensa. "Procurar-nos", "encontrar-nos", são os HIT VERBS das revistas femininas. Andamos todas perdidas e todas à procura. Já não é da cara-metade, é de nós próprias... Não será bem assim, mas enfim. De modo não imediatamente consciente, 2012 marcou a procura ativa. Apenas no mesmo caminho de sempre, o Direito, um trilho absolutamente torto. Mas as lições que estranhei e entranhei a custo, a partir dos 29, permitiram-me ir descascando a cebola pelas "camadas negativas": foi colocando de parte o que me fazia profundamente infeliz. Como disse Pessoa, repetir locais onde somos infelizes é apenas estupidez manifesta. Eu andei dez anos da minha vida a repetir um desses locais: a Faculdade de Direito de Lisboa. Se há coisa que eu adore, é ensinar. É a exposição do conhecimento a cabeças e olhares frescos e novos, é a interatividade possível, e o aperfeiçoamento coletivo. Se há coisa que eu deteste, é a trica mesquinha. A inveja pequena, a guerrilha académica permanente, o tribalismo escolar entre as políticas, as jurídicas, as económicas, a malha de tramas urdida por intelectos superiormente preparados para os nós mais complicados. Isto é 90 por cento da vida de um assistente na FDL. Os demais 10 por cento sim, são o que eu adoro. Em Setembro de 2012, ao ser-me distribuída para o semestre a cadeira de Economia I, que no essencial versa sobre microeconomia e no nuclear deve ser ensinada por quem tenha formação em Economia e não em Direito, demiti-me. E as minhas costas ficaram 300 toneladas mais leves.
Mas a insistência no Direito permaneceu. Afinal, foram 5 anos de Licenciatura, 4 de Mestrado, não sei quantas Pós-Graduações e Especializações. Foram 5 livros publicados pela Almedina, generosas dezenas de artigos publicados em revistas científico-jurídicas, participações em seminários e conferências. Então não foram 10 anos de docência na FDL, 3 anos sobre a orientação do meu Saudoso Mestre Professor Sousa Franco, a participação intensa num processo legislativo que adorei, 2 anos de assento na Assembleia da República e a seguir a advocacia? Sim, foi isto tudo. Foram 12 anos em que a minha formação jurídica me deu experiências tão intensas, daquelas que a generalidade das pessoas não vão experimentar numa vida inteira, me deu tudo a que me propus com sucesso. TERÁ SIDO O DIREITO A DAR-ME, OU EU - A MARTA - A CONQUISTAR? Foram 12 anos. E não serão 13.
Ao longo deste sinuoso percurso, doutorei-me em pessoas e sua infinita maldade e inveja, vacinei-me contra mau-olhado e mesquinhez, e tornei-me, nas palavras de quem me rodeia "brava e generosa". Levei muitos pontapés, biqueiradas mesmo, mas dei muitas outras. "Quem vai à guerra, dá e leva". Aturei a exposição, joguei com ela. Fui a jogo sempre, fiquei doente muitas vezes. Lidei com uma depressão profunda durante metade da minha passagem pelo Parlamento que levei quando sai. Sim, escândalo: ela está a dizer a palavra D-E-P-R-E-S-S-Ã-O. Aquela doença que afeta 90 por cento das pessoas que nos rodeiam, mas finge-se sempre a operacionalidade e que estamos supimpas. Acompanhou-me uns aninhos. É a vida. Nunca perdi uma batalha, mas aprendi que só algumas batalhas valem a pena. Tenho a certeza absoluta que NESTE PAÍS A CAUSA PÚBLICA É EXERCIDA COM O UMBIGO E O LADO ESQUERDO DO CÉREBRO, e o CORAÇÃO pouco tem a ver com o assunto. Aprendi que tenho a obrigação de mudar um bocadinho do mundo porque consigo, mas O MUNDO MUDA-SE COM AS NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS, E NÃO POR ELEIÇÃO. Que prefiro CAUSAS a POLÍTICAS. Que milito na vida, e não num partido. Que vida é vida, quantas patas e de que espécie, raça, cor seja. E que DEUS EXISTE. Numa concepção minha, e sem lhe pedir que viva por mim: o destino faz-se e merece-se.
Em 2013 continuei a teimar que era o Direito, e os dias a dizerem-me que era a torto. A picada na nuca picava muitíssimo, e a visita de um simpático cancro não permitia quebrar o ciclo. Tudo isto é um PROCESSO. De aprendizagem, de SELF-LEARNING e SELF-KNOWLEDEG. Se o ano há pouco encerrado foi uma sucessão de desgraças e más notícias, foi também um ano de chegadas e permanências: dos meus miúdos, da minha filha (humana) adotiva, do meu melhor amigo que é a "minha família super-concentrada" e tudo para e por mim, a tua descoberta. E de cerejinhas: EU NÃO GOSTO DE FAZER DO DIREITO VIDA. Não reside ali a minha felicidade. Há que encontrá-la, tão certo como o depósito da renda ao fim do mês.
O que eu decidi fazer da minha vida, a partir deste Fevereiro que me vê renascer a cada dia 13, é o resultado de um processo muito duro e longo de tareia, nódoas negras, músculos doridos, desilusões, erros e galos na cabeça. Mas de coisas maravilhosas que fui trazendo comigo de ano para ano. Que só hoje sei o que valem. Eu tinha um plano compacto e inflexível para a minha vida. Que falhou redondo no chão. Estava errada, e então?
Cansei de ser a Senhora Dra. Marta Rebelo. Não serve "Marta"? O Senhor está no alto é parece que é no masculino. Doutores, só mesmo em hospitais e locais afins. Não gosto do quadro, do quadrado, do rectângulo e do mesclado de cinzentos do mundo jurídico. Prefiro tentar moldar as formas e escolher a minha geometria.
Aos detratores: olhem bem para vocês... em frente a um espelho grande e nítido.
Aos maldizentes: continuem a perder tempo com a minha vida, a vossa é pouquinho, não é?
Aos que invejam: façam (por) vocês mesmos.
Aos que clamam "é tão fútil": e vocês tão quadrados(errados).
Aos que proclamam "inconstância": não acredito em pessoas absolutamente certas. Um espelho, por favor.
Aos que me acham "muito corajosa": não sou, sou normal, também receio, procurem o vosso "normal".
Aos que se afastam: ainda bem que perceberam que estavam a mais, peso-morto.
Aos que se aproximam: desculpem lá, só agora é que estou pronta!
Aos que torcem: obrigada, o karma é tramado mas justo.
Ah, também me cansei de ser morena. Deve ser porque estou ligeira e leve.
Até já, do lado bom (ou melhor) da vida.
Nos últimos cinco anos a picada na minha nuca foi sempre constante. Às vezes muito, muito intensa. Por vezes apaziguada pela régua e esquadro da rotina quotidiana. Mas sempre presente. E muitas vezes açaimada.
Em 2012, decidi procurar-me de forma mais intensa. "Procurar-nos", "encontrar-nos", são os HIT VERBS das revistas femininas. Andamos todas perdidas e todas à procura. Já não é da cara-metade, é de nós próprias... Não será bem assim, mas enfim. De modo não imediatamente consciente, 2012 marcou a procura ativa. Apenas no mesmo caminho de sempre, o Direito, um trilho absolutamente torto. Mas as lições que estranhei e entranhei a custo, a partir dos 29, permitiram-me ir descascando a cebola pelas "camadas negativas": foi colocando de parte o que me fazia profundamente infeliz. Como disse Pessoa, repetir locais onde somos infelizes é apenas estupidez manifesta. Eu andei dez anos da minha vida a repetir um desses locais: a Faculdade de Direito de Lisboa. Se há coisa que eu adore, é ensinar. É a exposição do conhecimento a cabeças e olhares frescos e novos, é a interatividade possível, e o aperfeiçoamento coletivo. Se há coisa que eu deteste, é a trica mesquinha. A inveja pequena, a guerrilha académica permanente, o tribalismo escolar entre as políticas, as jurídicas, as económicas, a malha de tramas urdida por intelectos superiormente preparados para os nós mais complicados. Isto é 90 por cento da vida de um assistente na FDL. Os demais 10 por cento sim, são o que eu adoro. Em Setembro de 2012, ao ser-me distribuída para o semestre a cadeira de Economia I, que no essencial versa sobre microeconomia e no nuclear deve ser ensinada por quem tenha formação em Economia e não em Direito, demiti-me. E as minhas costas ficaram 300 toneladas mais leves.
Mas a insistência no Direito permaneceu. Afinal, foram 5 anos de Licenciatura, 4 de Mestrado, não sei quantas Pós-Graduações e Especializações. Foram 5 livros publicados pela Almedina, generosas dezenas de artigos publicados em revistas científico-jurídicas, participações em seminários e conferências. Então não foram 10 anos de docência na FDL, 3 anos sobre a orientação do meu Saudoso Mestre Professor Sousa Franco, a participação intensa num processo legislativo que adorei, 2 anos de assento na Assembleia da República e a seguir a advocacia? Sim, foi isto tudo. Foram 12 anos em que a minha formação jurídica me deu experiências tão intensas, daquelas que a generalidade das pessoas não vão experimentar numa vida inteira, me deu tudo a que me propus com sucesso. TERÁ SIDO O DIREITO A DAR-ME, OU EU - A MARTA - A CONQUISTAR? Foram 12 anos. E não serão 13.
Ao longo deste sinuoso percurso, doutorei-me em pessoas e sua infinita maldade e inveja, vacinei-me contra mau-olhado e mesquinhez, e tornei-me, nas palavras de quem me rodeia "brava e generosa". Levei muitos pontapés, biqueiradas mesmo, mas dei muitas outras. "Quem vai à guerra, dá e leva". Aturei a exposição, joguei com ela. Fui a jogo sempre, fiquei doente muitas vezes. Lidei com uma depressão profunda durante metade da minha passagem pelo Parlamento que levei quando sai. Sim, escândalo: ela está a dizer a palavra D-E-P-R-E-S-S-Ã-O. Aquela doença que afeta 90 por cento das pessoas que nos rodeiam, mas finge-se sempre a operacionalidade e que estamos supimpas. Acompanhou-me uns aninhos. É a vida. Nunca perdi uma batalha, mas aprendi que só algumas batalhas valem a pena. Tenho a certeza absoluta que NESTE PAÍS A CAUSA PÚBLICA É EXERCIDA COM O UMBIGO E O LADO ESQUERDO DO CÉREBRO, e o CORAÇÃO pouco tem a ver com o assunto. Aprendi que tenho a obrigação de mudar um bocadinho do mundo porque consigo, mas O MUNDO MUDA-SE COM AS NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS, E NÃO POR ELEIÇÃO. Que prefiro CAUSAS a POLÍTICAS. Que milito na vida, e não num partido. Que vida é vida, quantas patas e de que espécie, raça, cor seja. E que DEUS EXISTE. Numa concepção minha, e sem lhe pedir que viva por mim: o destino faz-se e merece-se.
Em 2013 continuei a teimar que era o Direito, e os dias a dizerem-me que era a torto. A picada na nuca picava muitíssimo, e a visita de um simpático cancro não permitia quebrar o ciclo. Tudo isto é um PROCESSO. De aprendizagem, de SELF-LEARNING e SELF-KNOWLEDEG. Se o ano há pouco encerrado foi uma sucessão de desgraças e más notícias, foi também um ano de chegadas e permanências: dos meus miúdos, da minha filha (humana) adotiva, do meu melhor amigo que é a "minha família super-concentrada" e tudo para e por mim, a tua descoberta. E de cerejinhas: EU NÃO GOSTO DE FAZER DO DIREITO VIDA. Não reside ali a minha felicidade. Há que encontrá-la, tão certo como o depósito da renda ao fim do mês.
O que eu decidi fazer da minha vida, a partir deste Fevereiro que me vê renascer a cada dia 13, é o resultado de um processo muito duro e longo de tareia, nódoas negras, músculos doridos, desilusões, erros e galos na cabeça. Mas de coisas maravilhosas que fui trazendo comigo de ano para ano. Que só hoje sei o que valem. Eu tinha um plano compacto e inflexível para a minha vida. Que falhou redondo no chão. Estava errada, e então?
Cansei de ser a Senhora Dra. Marta Rebelo. Não serve "Marta"? O Senhor está no alto é parece que é no masculino. Doutores, só mesmo em hospitais e locais afins. Não gosto do quadro, do quadrado, do rectângulo e do mesclado de cinzentos do mundo jurídico. Prefiro tentar moldar as formas e escolher a minha geometria.
Aos detratores: olhem bem para vocês... em frente a um espelho grande e nítido.
Aos maldizentes: continuem a perder tempo com a minha vida, a vossa é pouquinho, não é?
Aos que invejam: façam (por) vocês mesmos.
Aos que clamam "é tão fútil": e vocês tão quadrados(errados).
Aos que proclamam "inconstância": não acredito em pessoas absolutamente certas. Um espelho, por favor.
Aos que me acham "muito corajosa": não sou, sou normal, também receio, procurem o vosso "normal".
Aos que se afastam: ainda bem que perceberam que estavam a mais, peso-morto.
Aos que se aproximam: desculpem lá, só agora é que estou pronta!
Aos que torcem: obrigada, o karma é tramado mas justo.
Ah, também me cansei de ser morena. Deve ser porque estou ligeira e leve.
Até já, do lado bom (ou melhor) da vida.
03/02/2014
01/02/2014
Wonder Fashion Rule: RUNNING SHOES, CHANNEL by KARL says so
Se há maravilha das maravilhas que as fashion rules do momento ditam é o revisitado fascínio pelos running shoes (também conhecidos como "ténis de corrida"), para usar e abusar com mais ou menos... tudo.
Há 5 dias, na Semana de Alta Costura de Paris, a Channel do Karl propôs os running shoes para TODAS as ocasiões: smart casual (num Channel-Channel contemporâneo), wonder night wear (as cores das plumas de pavão em brilho são qualquer coisa) e num long white dress fabuloso.
Se o Karl dita e a Channel desfila em Haute Couture, é um MANDAMENTO: RUNNING SHOES FOREVER!
Obrigada Karl, obrigada Channel.
Os meus pés estão-vos para sempre agradecidos.
Há 5 dias, na Semana de Alta Costura de Paris, a Channel do Karl propôs os running shoes para TODAS as ocasiões: smart casual (num Channel-Channel contemporâneo), wonder night wear (as cores das plumas de pavão em brilho são qualquer coisa) e num long white dress fabuloso.
Se o Karl dita e a Channel desfila em Haute Couture, é um MANDAMENTO: RUNNING SHOES FOREVER!
Obrigada Karl, obrigada Channel.
Os meus pés estão-vos para sempre agradecidos.
Channel really Channel, contemporary aproach: Lady Like in B&W
(usava, definitivamente usava, tal e qual desfilou - dispenso o hair code...)
Este Shinning Peacok Dress é fantástico. Karl, a sério. Meu, já.
(usava já hoje, tal e qual desfilou, com um apanhado mais convencional)
Long With Dress, para casar, para usar, sempre de pés bem assentes no chão.
Thanks Karl! Running Shoes Rule!
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